- mãe, me ajuda. tô com uma frieira.
- aonde?
- bem aqui, ó.
09 outubro 2006
quando o mundo parece vazio.
nem músicas, nem teu violão. nem aquele sentimento preso, aquela sensação de esquecimento. o que permanece é o olhar perdido, enriquecido na falta de vulgaridade. como posso dizer que de fato, algum problema importa? eu estou perdendo. perdendo pessoas. 'mas está ganhando estrelas', alguém me disse. meu céu está cheio delas.
quero reagir, quero não precisar ser empurrada de novo. mas por toda minha vida precisei de impulso alheio. poucos dias, dolorosos dias se passam, e eu pareço colada no chão, aquele chão onde ríamos, e eu te dizia o quanto tu significavas.
não consigo desgrudar. é pouco tempo, muita angústia, sobra voz e falta verbo. a estupidez exige que eu mude, mas não irei. quero respeitar meu sentimento, MINHA covardia. mas aqueles 60 segundos, aquele ponteiro maldito que tanto valorizava quando valia a pena, insiste em andar. e agora, não preciso dele. não quero tempo.
ausência de. movimentos.
quero reagir, quero não precisar ser empurrada de novo. mas por toda minha vida precisei de impulso alheio. poucos dias, dolorosos dias se passam, e eu pareço colada no chão, aquele chão onde ríamos, e eu te dizia o quanto tu significavas.
não consigo desgrudar. é pouco tempo, muita angústia, sobra voz e falta verbo. a estupidez exige que eu mude, mas não irei. quero respeitar meu sentimento, MINHA covardia. mas aqueles 60 segundos, aquele ponteiro maldito que tanto valorizava quando valia a pena, insiste em andar. e agora, não preciso dele. não quero tempo.
ausência de. movimentos.
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