escrito há alguns (10) anos atrás. é engraçado e faz bem.
***
Sou a princesa de minha perdição, a rainha de meu silêncio. A fada de meus desejos, a ama de meus protestos. Sou a serva de minhas paixões, a bruxa dos meus estímulos. Ignóbil e inconstante, lembranças eternas e momentos esquecidos. Prazeres guardados, saudades caladas.
Sou o desespero pela vontade e o resguardo da ocasião. Não somente o olhar desafiador, o olhar que brilha, o olhar que aguarda a reação, os lábios macios, "A" Manoela, os gestos sensualmente ternos, como dito erroneamente em propícios ensejos.
Sou uma alma anuviada, a pétala murcha, o beijo do pesar.
E mais do que esse monte de asneiras que escrevi acima, estou começando a ser presunçosa e petulante. Começo a pensar se não é uma deformidade se amar demais.
27 novembro 2008
26 novembro 2008
A doença em interpretar a realidade
"Nossa, mas é assim mesmo?", "Juro que não sabia!" ou até mesmo o típico "Ah, pára!" fazem parte das frases profanadas por quem assiste algum documentário de Michael Moore. Sicko - SOS Saúde (Sicko, 2007), é mais um destes casos em que a "realidade" é relatada com assombrosa atuação artística do diretor estadunidense gordinho e polêmico.
Relatando o sistema de saúde aplicado em seu País, Michael Moore faz teatro em frente às câmeras para as cobranças e planos que fazem parte dos hospitais e centros clínicos dos Estados Unidos. Excelente ator e eficaz diretor, Moore mostra como seus conterrâneos morrem por negligência e descaso das multimilionárias companhias e convênios responsáveis pela saúde de forma sempre tendenciosa, a exemplo de seus outros filmes.
Não que não seja assustador: é. Faz o nosso velho SUS parecer um mundo encantado perto do que os estadunidenses enfrentam. Para provar isso, ele vai na ferida visitando antigos inimigos e alvos de constantes deboches: França, Canadá, e o mais polêmico, Cuba. Moore desafia o governo norte-americano e leva voluntários do 11 de setembro para nada mais nada menos que a conhecida eternamente como Ilha de Fidel (mesmo que não seja mais), onde os norte-americanos receberam por duas semanas os cuidados que não conseguiram gratuitamente no sistema dos EUA. Os voluntários desenvolveram problemas respiratórios e não encontravam tratamento em casa. Solução: Moore cruzou o Estreito da Flórida para provar que a saúde socialista funciona melhor que a capitalista imposta por Bush.
Rabo-preso do Governo com a indústria farmacêutica, com planos de saúde e assistência médica são amplamente abordados e de forma histórica, o que faz as exclamações dos espectadores desavisados serem ainda mais representativas. A moral é que Moore defende a gratuidade de tratamentos de saúde. Mas mostra isso com muito drama, estilo reality show, filmando ângulos favoráveis à tragédias, com direito a caras e bocas do próprio.
O expertise de Michael Moore é transformar o que está nas ruas, no movimento, na sociedade, em registro audiovisual. É tudo óbvio, mas quem conhece? Quem conta? Sobra para ele, que também mostra que sabe pesquisar, dando rosto e forma às estatísticas. Mas poderia ser um pouco mais de reality, um pouco menos de show.
Relatando o sistema de saúde aplicado em seu País, Michael Moore faz teatro em frente às câmeras para as cobranças e planos que fazem parte dos hospitais e centros clínicos dos Estados Unidos. Excelente ator e eficaz diretor, Moore mostra como seus conterrâneos morrem por negligência e descaso das multimilionárias companhias e convênios responsáveis pela saúde de forma sempre tendenciosa, a exemplo de seus outros filmes.
Não que não seja assustador: é. Faz o nosso velho SUS parecer um mundo encantado perto do que os estadunidenses enfrentam. Para provar isso, ele vai na ferida visitando antigos inimigos e alvos de constantes deboches: França, Canadá, e o mais polêmico, Cuba. Moore desafia o governo norte-americano e leva voluntários do 11 de setembro para nada mais nada menos que a conhecida eternamente como Ilha de Fidel (mesmo que não seja mais), onde os norte-americanos receberam por duas semanas os cuidados que não conseguiram gratuitamente no sistema dos EUA. Os voluntários desenvolveram problemas respiratórios e não encontravam tratamento em casa. Solução: Moore cruzou o Estreito da Flórida para provar que a saúde socialista funciona melhor que a capitalista imposta por Bush.
Rabo-preso do Governo com a indústria farmacêutica, com planos de saúde e assistência médica são amplamente abordados e de forma histórica, o que faz as exclamações dos espectadores desavisados serem ainda mais representativas. A moral é que Moore defende a gratuidade de tratamentos de saúde. Mas mostra isso com muito drama, estilo reality show, filmando ângulos favoráveis à tragédias, com direito a caras e bocas do próprio.
O expertise de Michael Moore é transformar o que está nas ruas, no movimento, na sociedade, em registro audiovisual. É tudo óbvio, mas quem conhece? Quem conta? Sobra para ele, que também mostra que sabe pesquisar, dando rosto e forma às estatísticas. Mas poderia ser um pouco mais de reality, um pouco menos de show.
12 novembro 2008
anda tão engraçado. por tudo isso, e muito mais. mais que tudo.
sério, tu anda MUITO engraçado.
cada vez mais eu visualizo a louça sendo lavada e a tv ligada no faustão.
**
Manoela.: ô, vai dizer q tu tava torcendo pro negão? eu queria o mc cain, pra seguir destruindo toda aquela maloqueiragem islâmica
A.: hehe... perai q estou parando de rir....
Manoela.: ai, não debocha de mim ¬¬
Manoela.: eu tentei ser engraçada (Y)
(...)
A.: mas eu sou muçulmano...
A.: Al-Tair...sacou
***
A.: tu gosta de cobra?
Manoela.: eu gosto de cobras que pertençam a homens legais só
A.: o George Clooney eh um homem legal?
Manoela.: hmm, é sim...
A.: oooooooooooh " minha vó faz algo do tipo, só não sei como se escreveria"...hehehehe
A.: mas o George Clooney anda com onze, doze, treze homens e um segredo
Manoela.: é, e desses homens sabe que prefiro o andy garcia...
A.: mas porque tu gosta do anão do Andy Garcia?
Manoela.: anão?
A.: eh... "em comparação comigo ele eh um anão :P"
Manoela.: mas qualquer um em comparação a ti é não um anão, mas um qualquer... sou mais altair que andy, yeah.
A.: muito obrigado... mas aí entre eu, o Marlon Brando e Andy Garcia... e o Marcelinho Carioca, quem você prefere?
Manoela.: puxa, difícil
Manoela.: se fosse entre o marlon brando, o andy garcia e o vampeta... certamente tu perderia, porque o vampeta é tudo né
Manoela.: mas como está entre esses três e tu...
Manoela.: sigo preferindo meu diagramador
cada vez mais eu visualizo a louça sendo lavada e a tv ligada no faustão.
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Manoela.: ô, vai dizer q tu tava torcendo pro negão? eu queria o mc cain, pra seguir destruindo toda aquela maloqueiragem islâmica
A.: hehe... perai q estou parando de rir....
Manoela.: ai, não debocha de mim ¬¬
Manoela.: eu tentei ser engraçada (Y)
(...)
A.: mas eu sou muçulmano...
A.: Al-Tair...sacou
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A.: tu gosta de cobra?
Manoela.: eu gosto de cobras que pertençam a homens legais só
A.: o George Clooney eh um homem legal?
Manoela.: hmm, é sim...
A.: oooooooooooh " minha vó faz algo do tipo, só não sei como se escreveria"...hehehehe
A.: mas o George Clooney anda com onze, doze, treze homens e um segredo
Manoela.: é, e desses homens sabe que prefiro o andy garcia...
A.: mas porque tu gosta do anão do Andy Garcia?
Manoela.: anão?
A.: eh... "em comparação comigo ele eh um anão :P"
Manoela.: mas qualquer um em comparação a ti é não um anão, mas um qualquer... sou mais altair que andy, yeah.
A.: muito obrigado... mas aí entre eu, o Marlon Brando e Andy Garcia... e o Marcelinho Carioca, quem você prefere?
Manoela.: puxa, difícil
Manoela.: se fosse entre o marlon brando, o andy garcia e o vampeta... certamente tu perderia, porque o vampeta é tudo né
Manoela.: mas como está entre esses três e tu...
Manoela.: sigo preferindo meu diagramador
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