19 março 2010

@giovanipaim

um dia brincamos em definir cada um de nós pelos beatles. não lembro ao certo quem era quem, mas com certeza recordo do preconceito comum com o ringo. mas acho que giovani aceitou o desafio.

porque giovani aceita qualquer desafio, qualquer beatle. não estamos falando de qualquer pessoa. vejam bem, giovani VOOU há alguns anos atrás.

imaginem que um anão parrudinho sai do vale encantando, toma poções, aprende a voar (e a cair). é provido de um talento mágico, em registrar ações que não ficam ali, congeladas, numa tela, num papel. ficam eternamente gra-va-das em quem sabe apreciar.


ainda assim, o tal anão procura desbravar aventuras em que perde roupa, perde dinheiro, perde respeito, e quase perde identidade. sorte que foi resgatado. construiu um novo mundo debaixo de um cogumelo, ao lado de uma smurfete muito mais digna que a do desenho.

parou de perder, e simplesmente troca os problemas, como todos aqueles que sabem o que querem.
o que poucos sabem, é que além de tudo isso, giovani é um mestre com palavras, aquelas bem certas e bem curtas em emocionar. que giovani é um cara família: preocupado com a sua, mas com a vontade de imaginar muito mais em um futuro.

giovani lê, escreve, fotografa, decora, sorri, cozinha, lava louça, encontra e não mais se perde. é o segundo de nós com vinteeseis, e lá se vão histórias de tempos que só me fazem sorrir.

mas pra dizer bem a verdade, meu irmão, mesmo com a distância teimosa de hoje, prefiro todos nós agora. não sei o que será de ti, de mim, deles, mas sei o que é. e o que é mesmo, é o HOMEM maravilhoso que eu só faço amar e me orgulhar.


parabéns, broto.




06 março 2010

pobre rosinha de chica.

e quando eu ando nesses bares, nessas noites, nessas mesas, como te vejo, meu amor.

naqueles cabelos, naqueles sorrisos, naqueles líquidos, ali tu estás. parece que sempre comigo.

imagino tuas mãos grandes abraçando minha cintura levemente por trás, com a respiração na minha nuca e a ternura entremeada. aquele teu nervosismo tão natural, e aquela minha vontade de agradar e agredir.

agradar.
agredir.

duas linhas tão claras como aquelas que formaste em banheiros, espelhos, cantos sujos. duas performances do meu show de palco cheio e platéia vazia. duas estradas que levam a minha transparência tão exata. duas vezes. todas as vezes.

fingindo gostar das conversas, contemplada pelos elogios etéreos, caminhando por ruas que já passamos juntos, a noite parece ter fim quando percebo que eu estou ali, mas tu estás em todos os lugares. presença que ecoa dentro de mim muito mais do que gostaria, muito menos do que o necessário para concretizar uma expressão vulgar de amor.

quem sabe um barco. conseguiu construir um banco certa vez. então trocamos uma letra e temos um meio de transporte só nosso, que achas? um barco para navegar as tristezas, sublimar as saudades, abandonar este porto tão maldito.

para ancorar minha água na tua.