"no meio de tanta "platonice" fica difícil saber o que realmente se deseja.
o sangue quente, a promiscuidade conhecida, a eterna compreensão e conhecimento.
é de ficar imaginando."
oi. meu nome é carmen. já passei da idade das descobertas e mesmo assim me pego surpreendida.
falo demais e tenho medo de ser ouvida, mas principalmente de não ser. tudo que sai da minha boca é com um certo radicalismo. falo o que penso e o que não penso, enquanto me olham, apavorados. ou maravilhados. não sei medir minha rispidez e na verdade, poucas pessoas sabem como sou carinhosa. os amigos sabem; os que conheço pouco faço questão de afastar, num jogo de atração patético. e escroto.
sou estúpida e ofensiva. melhor assim do que receber pedras ou piadas de mal-gosto sobre como sou.
olho muito para os outros. mais para mulheres. vejo em todas a segurança, a postura e a sensualidade que me faltam. para os homens não olho muito; diretos demais.
também sou camaleoa. me adapto a qualquer ambiente e de imediato me torno indispensável. geralmente consigo o que quero dos outros. nunca consigo o que quero de mim.
sou muito impulsiva, muito compulsiva. não faço nada de menos. esse é o meu maior problema. quero tudo em muita quantidade, o extremo é meu barato.
isso atrapalha. no amor, na vida, e principalmente, para minhas ações diretas.
amo muito. todos. mas logo enjoa. amo dois, três. mas bem quietinha. nada de espalhar ou avisar. só eu. nem eles.
sei que o tempo tá passando. sei que ainda. isso fode com tudo.
tem dias que não suporto o espelho. e tem dias que ele é meu amigo. isso eu acho que é padrão em mulher, enfim.
tenho muito medo de surtar. parece que a qualquer momento todos vão ver como é difícil e estranho, eu ser como sou.
a vida já me pregou uns sustos bem sacanas. já perdi bastante. mas já ganhei também. sinto muitas saudades de chegar em casa e ver tudo e todos em seus lugares. de me atirar no sofá,. de sair ajoelhada fingindo que sou cachorro.
eu sou cachorro.