20 julho 2009

preciso urgentemente encontrar um amigo (not)

eu descobri que existe esta data há pouco tempo. mas como tive um final de semana totalmente introspectivo, e revi meu passado em letras enquanto organizava meu futuro da mesma forma, comecei a pensar nos meus amigos e no quanto o tempo muda essa situação.

dia desses, conversando com M (pra não deixar fugir o passado, hehe) entrou em pauta os top 5 amigos, que eu comecei a nomear e me dei conta que eram top 10 no mínimo.

GRANDES amigos, eu quero dizer. e para não correr o risco de perder algum, quis nomear, para ver se são muitos mesmo. quando eu era bem mais nova, os dividia na categoria amigo-nescau. aquele que se eu ligasse de madrugada dizendo que tinha desejo de tomar um, faria para mim. bem infantil, porque acho que não seria amiga de alguém a esse ponto.

como perdi o hábito de escrever de maneira não-profissional, não sei muito bem como homenageá-los na dia do amigo, que não sei por qual comerciante foi inventado, mas enfim, vou citar aqueles que certamente fizeram meus dias mais felizes(em ordem totalmente aleatória), e por isso, só posso dizer obrigada...

Jordana, pela amizade sincera e imbatível de tantos anos, que nada abala. pela semelhança e pela diferença. pelo carinho, pelo choro e pela risada. por ser uma verdadeira companheira de jornada;

Cassiana, por ser uma irmã, uma escudeira, sempre temerosa pelo meu passado e torcendo como uma cheerleader da melhor espécie pelo meu futuro. aquela que vibra, reza, chora, ri, como se a minha vida fosse dela;

Daniela, pelo carinho tão doce e pelos ouvidos sempre atentos. como se fosse uma parte da inocência que não tive. me faz ver que ser mulher é algo que vem de dentro, principalmente;

Monica Patrícia, por ser uma pessoa tão emotiva quanto eu, e por isso mesmo, compreender as raivas e as belezas que a vida nos mostra. por ser uma flor tão linda que eu tive o prazer de poder ajudar a cultivar, em um jardim tão sensível que me emociona em conhecer todas as flores que lá habitam, chego a me sentir parte;

Giovani, pelo começo de amizade tão estranha quanto o resto. é aquele que apesar de tratar como irmão, já teve xingamento, sorriso e gozo. participou do momento mais difícil da minha vida, e hoje é um homem que tenho orgulho em conhecer;

Silvia, por ser uma amiga de infância, e pela distância não apagar o amor que entre nós existe;

Josiane, pela confidencialidade, por me ajudar a dar meus primeiros passos, e por repartir tanta coisa boa e ruim ao longo dos anos. mesmo distante, alguém constante em meus pensamentos;

Fernanda, por todo o sangue nos separa e mesmo assim nos aproxima de uma maneira impressionante. pela parceria, pelo carinho, e pelo cuidado que sempre tem comigo;

Jo
ão Gabriel, por me fazer rir, por levantar a poeira quando estou debaixo dela, por entender e muito como me sinto, talvez por se sentir igual. é um homem que tenho orgulho em conhecer; uma pessoa rara;

Carlos Eduardo, por me fazer sorrir, por me fazer sentir uma profissional capaz, por ser um amigo de muitos cuidados, por ser realmente inteligente e especial na minha vida;

Eduardo, o Duda, pela amizade de tantos anos, por ser aquele silêncio que eu preciso dentro de mim, por me acompanhar em muita coisa, por ser um companheiro fiel e por me confiar o que poucos sabem;

Juliana, por ter me conquistado em tão pouco tempo com sua discrição e apoio. por participar comigo de momentos importantes, por saber ouvir e por me dar conselhos que às vezes teimo em não enxergar;

Eduardo, o Dudu, pela meiguice, pela cumplicidade, pela alegria que quando exacerbada me enche o coração. por ser uma pessoa genuinamente boa;

Bruna, pelas diversões, pelos papos sérios, pelo acolhimento, e por realmente acreditar em mim. pela beleza do coração, pela estrela que já brilha há muito dentro dela.

Diego, o D.V., pelos anos frios e solitários, que partilhados ao lado dele foram mais fáceis de serem enfrentados. pelo carinho e por preencher a falta que o convívio com a inteligência me fazia. por atrairmos juntos tudo quanto é tipo de emoção e nos resolvermos mesmo assim;

John, por não ser um amigo íntimo, mas por ser um amigo confiável, principalmente. alguém que palpita e é palpitado, alguém que eu tenho um amor muito grande apesar de não parecer. por se enfurecer comigo, por rir comigo, e por estar há tanto tempo, mesmo que na espreita;

Raphael, meu ex-marido, pela maneira humorada como encara as dificuldades da vida, por participar de poucas coisas, mas significativas. pelos anos não atrapalharem nossa amizade, nem o jeito como nos vimos;

Roger, porque sem ele muito de mim não seria possível. me ajudou tanto nos meus tempos mais antigos, e hoje, a equivalência se tornou quase palpável. pela preocupação, confiança, e por saber
(às vezes)irritantemente a meu respeito;

Grace, pela compreensão do que poucos conhecem. pelo crescimento ligeiro e nem por isso menos brilhante. por rir comigo e chorar se for preciso. pela genialidade.

tenho ainda bons amigos em família, mas não quis citá-los justamente porque queria falar dos que foram conquistados. outros ainda em ex-namorados, que apesar de não ter mais aproximação, certamente me ajudaram muito a descobrir egoisticamente como sou, e isso, de certa forma, é amizade.

em todos eu me vejo um pouco e em todos eu reconheço a importância para eu estar de pé hoje, apesar de todos os tombos. obrigada por terem me levantado, feliz dia do amigo.

13 julho 2009

eu que não amo.

Em dias como esse, em que sinto uma tristeza que parece nunca se apagar, é que lembrar de alegrias passadas me fortalece. Ao mesmo tempo, as lágrimas caem soltas, no rosto que tu tanto fazia carinhos um pouco destrambelhados.

E saber hoje, que falavas tanto em mim para pessoas que nunca vi, com aquele amor exagerado, me faz tão bem, mas me faz tão mal... saber que perdi isso, que o tempo fez com que isso sumisse... e que agora, só em fotos, cartões engraçados e sentimentos escondidos isso permanece... dói tanto.

Obrigada pelo teu amor, meu velho. Eu sinto falta dele todos os dias, pode saber. Sinto falta de ter um pai ao meu lado, alguém que me conhecia mais que a si mesmo, alguém que eu não conseguiria enganar por mais que tentasse. Me sinto desprotegida, porque agora também a protejo.

E quanto acreditar no amor... realmente, essa crença morreu também. Desculpa, não tem a ver contigo. Mas resgatar e entender que exista alguém capaz de ter um sentimento nobre por mim que não seja fraterno, não parece possível. As provas já estão na mesa. A poltrona continua na sala.