13 julho 2009

eu que não amo.

Em dias como esse, em que sinto uma tristeza que parece nunca se apagar, é que lembrar de alegrias passadas me fortalece. Ao mesmo tempo, as lágrimas caem soltas, no rosto que tu tanto fazia carinhos um pouco destrambelhados.

E saber hoje, que falavas tanto em mim para pessoas que nunca vi, com aquele amor exagerado, me faz tão bem, mas me faz tão mal... saber que perdi isso, que o tempo fez com que isso sumisse... e que agora, só em fotos, cartões engraçados e sentimentos escondidos isso permanece... dói tanto.

Obrigada pelo teu amor, meu velho. Eu sinto falta dele todos os dias, pode saber. Sinto falta de ter um pai ao meu lado, alguém que me conhecia mais que a si mesmo, alguém que eu não conseguiria enganar por mais que tentasse. Me sinto desprotegida, porque agora também a protejo.

E quanto acreditar no amor... realmente, essa crença morreu também. Desculpa, não tem a ver contigo. Mas resgatar e entender que exista alguém capaz de ter um sentimento nobre por mim que não seja fraterno, não parece possível. As provas já estão na mesa. A poltrona continua na sala.


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