27 maio 2009

cadê.

antiguinho, escrito em um momento errado. mas resgatado no correto.

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fala.
pode falar, eu escuto.
te escuto quando ninguém ouve, te vejo em sombras que nunca imaginam.
te ouço em cores que se perdem e vejo em músicas que se encontram.
fala que palavras não são suficientes, fala e me olha.
olha e diz o absurdo, o caos, o inferno que a vida se torna de um dia pro outro.
torna a ouvir e percebe que o céu ainda é azul e que ainda tenho sono.
percebe que mesmo assim não se pode parar.
para e deita, fica encolhido, fica encontrando, procura.
deita e procura.
me procura.
acha.

22 maio 2009

boa noite, boa sorte.

os conteúdos aqui desenvolvidos não tem utilidade nenhuma a não ser ressaltar a mediocridade do ser humano.

ser medíocre é ser comum e buscar a originalidade. ao menos é minha concepção.

já foi tentado de tudo, palavras foram inventadas e termos pejorativos foram aplicados. a falha no sistema é desta ferramenta, tão complexa, de interface tão bela, mas que peca em sua gestão.

vivemos afinal em uma grande rede, e não mais em uma roda, como sempre supus, acompanhando os passos de meu escritor preferido. acontece, caríssimos, que nada mais gira.

as voltas são involuntárias, e hoje em dia, raras. estamos é entrelaçados, enredados, presos em estigmas antigos sem saber como acompanhar os novos. tendência é uma palavra péssima, e sempre que ouvi-la, olhe para o lado e assovie.

talvez a originalidade dependa de retroceder a um romantismo há muito não existente, quando os homens eram os verdadeiros apaixonados, e nós, castas, ficávamos à espera do desconhecido.

inversão de papéis é pobreza de espírito demais, não tenho coragem vocação para montar em qualquer cavalo e tentar segregar a raça humana entre bons e maus. aí faço o que consigo: afasto a porcaria da maçã podre. mas meu cesto já está todo contaminado.

19 maio 2009

altair anderson oliveira boeira.

adeus você
eu hoje vou pro lado de lá
eu tô levando tudo de mim
que é pra não ter razão pra chorar
vê se te alimenta
e não pensa que eu fui por não te amar

cuida do teu
pra que ninguém te jogue no chão
procure dividir-se em alguém
procure-me em qualquer confusão
levanta e te sustenta
e não pensa que eu fui por não te amar

quero ver você maior, meu bem
pra que minha vida siga adiante

adeus você
não venha mais me negacear
teu choro não me faz desistir
teu riso não me faz reclinar
acalma essa tormenta
e se agüenta, que eu vou pro meu lugar

é bom...
às vezes se perder
sem ter porque
sem ter razão
é um dom...
saber envaidecer
por si
saber mudar de tom

quero não saber de cor, também
pra que minha vida siga adiante

15 maio 2009

while we're were gettin high.

nos encontramos solos, em algum deserto destes de esquina, e nos estendemos às ruas com todas as suas saídas

que
simplesmente não davam em lugar algum. não precisávamos de direções, a própria rua mostrava os próximos passos. eu odeio quando tu bebes. fica intrasigente, petulante e mimado. mas de certa forma, quem não é? e eu, ficava a observar a moldura de tua alma, cúmplice cega pelo teu amor.


***

e como sempre, é assim que fica.
inacabado.