eu quero a sorte de um amor tranqüilo
com sabor de fruta mordida
nós, na batida, no embalo da rede
matando a sede na saliva
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum trocado pra dar garantia
e ser artista no nosso convívio
pelo inferno e céu de todo dia
pra poesia que a gente não vive
transformar o tédio em melodia...
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum veneno
anti-monotonia...
e se eu achar a tua fonte escondida
te alcanço em cheio
o mel e a ferida
e o corpo inteiro feito um furacão
boca, nuca, mão e a tua mente, não
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum remédio que me dê alegria...
ser teu pão, ser tua comida
**
desesperadamente. sabia?
28 agosto 2008
16 agosto 2008
(in)suficiente.
daquelas estradas tão longas. tão longas que cada quilômetro conta um sentimento, marcando o asfalto, com suor e vertigem. percursos que tonteiam, muitas voltas, sem previsão de chegada.
e de repente, lá pelo quilômetro vintecincomilsetecentosesessenta aparece um atalho. bagaceiro. de chão batido, não tem suor, é um resto verborrágico sem ilusão. atalho caleijado e sofrido, que não consegue ser mais nada a não ser breve.
e de repente, lá pelo quilômetro vintecincomilsetecentosesessenta aparece um atalho. bagaceiro. de chão batido, não tem suor, é um resto verborrágico sem ilusão. atalho caleijado e sofrido, que não consegue ser mais nada a não ser breve.
rekto.
fermentação sanguínea. quando o corpo todo não funciona, porque se deixou tudo muito tempo quieto. aí o sangue cresce, cresce... parece que não vai sobrar mais pele. não tem escapatória.
era pra ser ebulição. mas pra haver ebulição precisa contato com o ambiente. sem contato nenhum. somente a imbecilidade repetitiva. aquela, que não dá adeus, que sufoca mas parece libertar. somos os outros. somos os fermentados. aqueles que não desandam, mas quase emboloram.
casa do frio e o frio do resto. resto da dignidade e princípio da admiração. oh, desculpe os trajes. sim, eu não estava esperando. nunca, nunca estava esperando.
sempre esteve ali. ali, ó. naquele cantinho que ninguém dá bola. nem eu. então, mais que desconexo é o lado. que lado. que lado. sempre na diagonal mesmo que. é aquela coisa, de ler tudo pra quando chegar o momento do início tudo termine. sem criar expectativas é que deveria. mas como não criar expectativas quando tudo é sonho e algodão doce? loucura, soco, lepra, ausência, casualidade e fim.
não era pra ser assim? então ainda não terminou, algum apaziguador diria. então trata. me trata. e trata de resolver.
era pra ser ebulição. mas pra haver ebulição precisa contato com o ambiente. sem contato nenhum. somente a imbecilidade repetitiva. aquela, que não dá adeus, que sufoca mas parece libertar. somos os outros. somos os fermentados. aqueles que não desandam, mas quase emboloram.
casa do frio e o frio do resto. resto da dignidade e princípio da admiração. oh, desculpe os trajes. sim, eu não estava esperando. nunca, nunca estava esperando.
sempre esteve ali. ali, ó. naquele cantinho que ninguém dá bola. nem eu. então, mais que desconexo é o lado. que lado. que lado. sempre na diagonal mesmo que. é aquela coisa, de ler tudo pra quando chegar o momento do início tudo termine. sem criar expectativas é que deveria. mas como não criar expectativas quando tudo é sonho e algodão doce? loucura, soco, lepra, ausência, casualidade e fim.
não era pra ser assim? então ainda não terminou, algum apaziguador diria. então trata. me trata. e trata de resolver.
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