28 agosto 2008

mesmo quando eu finjo que não.

eu quero a sorte de um amor tranqüilo
com sabor de fruta mordida
nós, na batida, no embalo da rede
matando a sede na saliva
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum trocado pra dar garantia

e ser artista no nosso convívio
pelo inferno e céu de todo dia
pra poesia que a gente não vive
transformar o tédio em melodia...

ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum veneno
anti-monotonia...

e se eu achar a tua fonte escondida
te alcanço em cheio
o mel e a ferida

e o corpo inteiro feito um furacão
boca, nuca, mão e a tua mente, não
ser teu pão, ser tua comida
todo amor que houver nessa vida
e algum remédio que me dê alegria...
ser teu pão, ser tua comida


**


desesperadamente. sabia?

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