se eu pudesse, colocaria em mil frases o silêncio que tu, confortavelmente, me faz sentir.
aquela calma de bares que nunca frequentamos, aquele suspiro desconfortável do primeiro garçom que notasse que não estávamos interessados em consumir nada a não ser um ao outro.
aquele teu olhar quase branco, minha pele morena.
e que hoje, desculpa a chinelagem, se tornou acinzentada.
um cadáver de maquiagem. assim são meus dias, sem notícias da tua saúde.
se não come, o que põe na boca?
salivo tua volta. aquela apaixonada, na ponte que nunca teve água por baixo. e nosso amor inundado.
Um comentário:
Te amo
Postar um comentário