Gonna write a song so she can see
Give her all the love she gives to me
Talk of better days that have yet to come
Never felt this love from anyone
que sejam todas as músicas, todas aquelas dezessete que um dia eu fingi ter feito para ela. nenhuma seria capaz de explicar o que sinto quando aquele sorriso meio torto surge.
exquisite é uma boa palavra. em português parece com o que ela acha que é. mas em sua língua prima, mostra o que enxergo.
não são as pernas mais torneadas do mundo, mas são grossas. e poderiam ser minhas.
não é a boca mais carnuda do mundo, mas tem um belo desenho. e poderia ser minha.
não é o olhar mais linear do mundo, é desviado e me basta. e poderia ser meu.
mas como o pulsar da minha vida é simplesmente a motivação de sonhos idos, eu digo todos os dias que isso me é suficiente. porque eu tenho deveres. eu tenho direitos. eu executo sempre, faço tudo direitinho, e onde está seu deus agora?
sou imprudente para quase tudo, ou pelo menos finjo 80% do tempo e as pessoas acreditam. mas quando se trata dela, a única imprudência que tenho é com as consequências. naquelas parcas horas elas deixam de existir, e eu mostro que sou todo aquele homem que gostaria de ser. mas ela desmascara. escancara que ainda sou metade.
me recolho ao meu mundo com o rabo entre as pernas, mas com uma certeza: ela não é qualquer uma.
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