É definitivamente maçante ter que ficar agüentando todos os dias um bando de babacas, homens e mulheres, definirem o quão importante é o papel feminino em grandes corporações, universidades, e sociedade. É realmente um saco, já que toda e qualquer representante do sexo dito frágil poderia escrever um livro trágico seguido de uma comédia enfadonha. São perdas irreparáveis, recomeços complexos, que se contrastam com gozadas fingidas e risadas intermináveis em mesas de bar.
Todo mundo tem uma história, e nada tem de brilhante nisso. Mas mesmo assim, parece que, a cada minuto, esperamos que alguém descubra a nossa. E se encante. Agora, com a era web 2.0, qualquer um é aspirante a Bridget Jones ou Carrie Bradshaw, escangalhando sentimentos por tudo quanto é lugar, sem perguntar se podem invadir; já estão invadindo, já estão dentro de nós, ou desesperadamente tentando entrar.
Deveria ser sobre esse papel, da humana erroneamente insegura, que deveriam tratar livros de quem mexeu no queijo de quem, e de como somos venusianas ou marcianas, nunca sei. Aquela que raramente tem tempo de sair com o cabelo ajeitado, as unhas pintadas, e precisa botar banca em cima de um salto e chegar sóbria no serviço, fingindo atenção. Aquela que fica que nem uma imbecil trabalhando o dobro dos outros porque é responsável demais, que sai tão estafada do expediente que só a santa cerveja ajuda, principalmente se conjugada com gargalhadas e algumas amigas. Que chega em casa, toma banho, vê novela, e chora escondida de raiva por não ter ninguém para contar sobre o artigo que leu, a comida que comeu, o estranho que conheceu.
Enfim, deveria ser sobre mim. Porque não? Debatam à vontade como sou maravilhosamente competente em tudo que faço e mesmo assim não atraio coisa que preste. Viram como espírito 2.0 domina? São necessárias poucas linhas para que cada um queira fazer história com estórias.
Só se faz necessário que compreendam, a antipática vida da mulher moderna. Nada tem de moderna, continua tudo a mesmíssima coisa, porém, o tempo que ficávamos batendo bolo, ficamos batendo pernas nas ruas escaldantes do centro. E ainda voltamos para casa para bater o bolo.
Damas-da-noite-domésticas-executivas-gostosas-solteiras-infelizes-sorridentes. Não podemos mostrar sensibilidade, senão o mundo nos devora, se mostramos, o mundo convalesce e pensa: só podia ser. Mas não mulher. Humana.
Todo mundo tem uma história, e nada tem de brilhante nisso. Mas mesmo assim, parece que, a cada minuto, esperamos que alguém descubra a nossa. E se encante. Agora, com a era web 2.0, qualquer um é aspirante a Bridget Jones ou Carrie Bradshaw, escangalhando sentimentos por tudo quanto é lugar, sem perguntar se podem invadir; já estão invadindo, já estão dentro de nós, ou desesperadamente tentando entrar.
Deveria ser sobre esse papel, da humana erroneamente insegura, que deveriam tratar livros de quem mexeu no queijo de quem, e de como somos venusianas ou marcianas, nunca sei. Aquela que raramente tem tempo de sair com o cabelo ajeitado, as unhas pintadas, e precisa botar banca em cima de um salto e chegar sóbria no serviço, fingindo atenção. Aquela que fica que nem uma imbecil trabalhando o dobro dos outros porque é responsável demais, que sai tão estafada do expediente que só a santa cerveja ajuda, principalmente se conjugada com gargalhadas e algumas amigas. Que chega em casa, toma banho, vê novela, e chora escondida de raiva por não ter ninguém para contar sobre o artigo que leu, a comida que comeu, o estranho que conheceu.
Enfim, deveria ser sobre mim. Porque não? Debatam à vontade como sou maravilhosamente competente em tudo que faço e mesmo assim não atraio coisa que preste. Viram como espírito 2.0 domina? São necessárias poucas linhas para que cada um queira fazer história com estórias.
Só se faz necessário que compreendam, a antipática vida da mulher moderna. Nada tem de moderna, continua tudo a mesmíssima coisa, porém, o tempo que ficávamos batendo bolo, ficamos batendo pernas nas ruas escaldantes do centro. E ainda voltamos para casa para bater o bolo.
Damas-da-noite-domésticas-executivas-gostosas-solteiras-infelizes-sorridentes. Não podemos mostrar sensibilidade, senão o mundo nos devora, se mostramos, o mundo convalesce e pensa: só podia ser. Mas não mulher. Humana.
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