27 novembro 2008

panela velha, velha.

escrito há alguns (10) anos atrás. é engraçado e faz bem.

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Sou a princesa de minha perdição, a rainha de meu silêncio. A fada de meus desejos, a ama de meus protestos. Sou a serva de minhas paixões, a bruxa dos meus estímulos. Ignóbil e inconstante, lembranças eternas e momentos esquecidos. Prazeres guardados, saudades caladas.


Sou o desespero pela vontade e o resguardo da ocasião. Não somente o olhar desafiador, o olhar que brilha, o olhar que aguarda a reação, os lábios macios, "A" Manoela, os gestos sensualmente ternos, como dito erroneamente em propícios ensejos.

Sou uma alma anuviada, a pétala murcha, o beijo do pesar.

E mais do que esse monte de asneiras que escrevi acima, estou começando a ser presunçosa e petulante. Começo a pensar se não é uma deformidade se amar demais.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom.

Eu tenho meio que vergonha de algumas coisas q escrevi a dez anos atrás... um visão muito estreita das coisas...


Mas voc jah tinha uma ampla janela pelo visto

Tiago Seidl disse...

Há dez anos, eu fazia recortes de palavras. Então não lembras de mim? E olha que nem faz tanto tempo assim... Unisinos, talvez...

Tiago Seidl disse...

e.xor.tar
(lat exhortari) vtd 1 Procurar convencer por meio de palavras: Exortemo-los ao estudo. 2 Aconselhar, persuadir: Os oradores exortavam o povo. 3 Animar, encorajar, incitar: Exortava os candidatos antes das provas. Exortava-os a pelejarem denodadamente. Exortava-os com o exemplo.